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O que a Band fez com o Masterchef Brasil?

Eu sou uma grande fã de reality shows culinários. O MasterChef sempre esteve entre os meus favoritos. Já assisti versão portuguesa, inglesa, brasileira, australiana.

Conheci a atração em 2011, através da versão australiana, que na época já estava em sua terceira temporada. Fui atrás das temporadas anteriores e viciei.

Detalhe que o MasterChef Austrália era exibido quase que diariamente, com programas de cerca de uma hora. Programas estes que eram muito bem editados, ágeis e capaz de prender o telespectador até o fim. Nunca se tornou chato ou repetitivo.

Outro destaque também fica por conta dos participantes. Os participantes do MasterChef Austrália nem de longe parecem amadores. Preparam pratos com aspectos profissionais, parecem que tem anos de cozinha!

De vez em quando, o Discovery Home & Health costuma exibir algumas temporadas. Se você gosta deste tipo de programa, assista. Tenho certeza que vai gostar. Só cuidado para não viciar como aconteceu comigo.

No vídeo abaixo você pode ver o nível das sobremesas que são apresentadas por lá:

Corta para 2014 e temos a primeira edição do MasterChef Brasil

Confesso que não fiquei muito empolgada com a versão brasileira. Em termos de qualidade, ficou muito longe da versão australiana. Programas longos demais, edição que dava alguns furos. O programa mal começava e você já sabia quem estava na prova de eliminação.

Mesmo assim, era uma novidade. A primeira e a segunda temporada foram um sucesso só. A Band faturou com patrocínios, também trouxe a versão Junior, com crianças fofinhas e Profissionais. Os jurados ganharam mais exposição e Érick Jacquin teve até o seu “Pesadelo na Cozinha“.

Prometeram também um programa para Paola Carosella, mas parece que este até hoje não saiu do papel.

Por conta deste sucesso, a emissora continuou investindo no formato. Trouxe mais participantes para as edições seguintes. Continuou exibindo o programa com uma edição torturante até quase 1 da manhã. A quarta edição, exibida em 2017 chegou a ter 25 episódios de praticamente duas horas cada. Com detalhes que não adicionaram em nada. Era totalmente possível fazer um episódio com 45 minutos.

Durante alguns meses, achei que a Band daria um descanso para a atração. Era hora de deixar o programa quietinho para não ficar desgastado, mas não.

Chegou 2018 e veio a quinta temporada do Masterchef Brasil.

De início eu confesso que pensei em não assistir mais. A versão brasileira tinha ficado sem graça, com participantes claramente sem preparo, sem carisma, com pouco conhecimento de cozinha e com episódios cada vez mais longos.

Mas se eu quero falar mal de alguma coisa, eu tenho que conhecer. Eu encarei a quinta temporada quase toda. Digo quase, pois os últimos quatro episódios eu deixei passar. Sequer vi no YouTube. E a única pergunta que eu faço é a seguinte:

O que a Band fez com o MasterChef Brasil?

MasterChef Brasil
Será que não está na hora de dar um tempo?

A edição 2018 foi de longe a mais fraca de todos os tempos. Provas repetitivas, sem emoção e aquele mezanino pé no saco.

Gente, mezanino não tem que interferir no jogo. Não tem que ficar explicando receita, não tem que ficar dando pitacos. Os jurados não fazem nada. Por que não trazer para a prova de eliminação quem fica infernizando a vida de quem está cozinhando? Isso sem contar as briguinhas e indiretas que fazem parecer um jardim de infância.

Os participantes da edição 2018 também deixaram muito a desejar. Por várias vezes o eliminado foi o “menos pior” e não o que fez um prato delicioso. Aliás, poucos pratos puderam se salvar nesta edição.

Algumas perguntas que eu sempre quis fazer para a produção brasileira:

Por que apenas três minutos de supermercado? Por que não investir na qualidade dos pratos e deixar os participantes usarem os produtos o quanto quiserem? Claro que em algumas provas podem haver restrições, mas não precisa ser em todas!

Por que os participantes não recebem as receitas nas tarefas em que precisam reproduzir algum prato?

Não está na hora de dar algum limite para aquele pessoal do mezanino?

A Band tinha um produto de uma qualidade enorme na mão, mas aos poucos parece estar jogando no lixo.

Eu sei que o dinheiro fala mais alto para a emissora, mas mudanças precisam acontecer urgentemente.

Será que precisamos mesmo de um programa de duas horas?

Será que precisamos de mais de 20 episódios por temporada?

Será que precisamos de uma edição que mostra tantos detalhes?

O MasterChef Brasil está cansativo e precisa mudar. Do contrário, vai virar mais um daqueles casos que tinha tudo para se tornar ícone, mas acabou esquecido.

Paola Carosella não merece isso…

E ao terminar este texto, descubro de que no dia 21 de Agosto, a Band vai mostrar a estreia do MasterChef Profissionais.

Here we go again! Assistir, para falar mal (ou não) depois.

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